quinta-feira, 23 de junho de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Compreender-com-certeza (Fragmentos do TCC)
Deise
Pertencimento (Fragmentos do TCC)
O pertencimento é a capacidade de reconhecer-se enquanto possuidor de uma história. História. Pertencer significa identificar a sua história pessoal não apenas inserida na História, mas enxergá-la como co-autora. Pertencer, portanto, é localizar-se temporalmente em relação a. É operar com um conceito de história menor: uma mistura de fatos (ditos) históricos e vidas de gentes.
Deise
domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
O que é isso, companheiro? - por Juremir Machado
Não tenho partido.
Posso até anular o meu voto.
Examinei as razões para votar na Dilma.
A mais sedutora que encontrei até agora é ela ter sido, segundo dizem, “guerrilheira” e “terrorista”.
Esse termos certamente são simplificadores e exagerados.
Mas, para efeito de reflexão, digamos que ela tenha sido isso aí, com esses nomes assustadores e cristalinos.
É positivo ou negativo?
Uma mulher ter participado da luta armada contra uma ditadura militar altamente repressora é digno de nota.
Homem também.
Eu botaria no CV e sairia me exibindo por aí.
Usaria no horário eleitoral.
Brigaria com os marqueteiros e exibiria meu passado na tevê. Teria orgulho e contaria para todo mundo.
Mulher que pega em armas contra milicos ditadores é mulher de faca na bota, de tirar o chapéu, mulheraço.
Ainda não decidi.
Mas pode ser um bom argumento para não anular o meu voto.
Gosto de gente de pegada, de atitude, que não foge de luta, que vai por pau.
Se for o caso, até pro pau-de-arara.
Mas não fica em casa enquanto o pau come.
Tenho mais alguns dais para pensar em quem votar.
Mas esse passado de “guerrilheira” da Dilma me seduz.
Eu queria ter sido guerrilheiro. Não dá mais.
Outro dia, vi o Gabeira dando apoio ao Serra.
Fiquei com uma pergunta muito original na cabeça:
O que é isso, companheiro?
terça-feira, 21 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Profeta Gentileza
a você no mundo
ser mais inteligente
o livro, a sabedoria
o mundo é uma escola
a vida é o circo
amor, a palavra que liberta
já dizia o Profeta
sábado, 11 de setembro de 2010
o mesmo mas diferente
Hoje, numa tarde de chuva mansa, de muitos estudos e um pouco de poesia, conheci mais essa delícia do Manoel de Barros... uma síntese, tão simples, mas que me explica com perfeição:
"ninguém consegue fugir do erro que veio."
sem enquadramentos, sem fingimentos, sem puritanismos...
e um vinho aos desajustados nesse sábado chuvoso...!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
fogo
porque preciso me entregar tanto? porque não sei amar pouquinho? porque não sei dosar meus sentimentos?
me sinto igual ao meu Boxer quando quer demonstrar carinho... derruba todos com a sua intensidade... quer ser delicado, porém é uma avalanche incontrolável de sentimentos intensos.
eu queria saber me dividir... um bocadinho pra cada coisa da vida, curtir organizadamente.
não... não aprendi a viver assim.
eu sinto, eu percebo, eu vivo as coisas profundamente.
às vezes é muito bom, mas às vezes queria apenas viver tudo normal. sem tanto calor, sem toda essa loucura que vai dominando minha cabeça.
os apaixonados enxergam com olhos de apaixonados... onde olham, brilha a sua paixão momentânea. não há algo que os faça parar de ver... até cansar de viver apaixonado assim e achar outra coisa pra amar.
Deise
terça-feira, 17 de agosto de 2010
sobre o que levamos
Hoje olhei pra minha vida e lembrei de cada um que carrego em mim, da maneira que me fez enxergar a loucura do mundo de um novo jeito... das descobertas, dos prazeres, das tristezas, dos amores. Daqueles que deixaram em mim as marcas de quem me criticou, me corrigiu, me amou, me admirou. Vejo em mim os segundos e os centímetros de cada um desses amores. Nas situações mais banais e nas mais intensas, recorro ao jeito X de fazer, de resolver, de falar, de amar... Vou enxergando as coisas com olhos de... Pensando a vida com idéias de... Eu me misturo àquilo que um dia me fez tão bem. Não mudada, mas intensamente permeada de vida.
Eu sou todos aqueles que amei num só segundo.
Deise
terça-feira, 27 de julho de 2010
auto-poluição
Deise
terça-feira, 6 de julho de 2010
the answer is blowin' in the wind - Bob Dylan

How many roads must a man walk down,
Before you call him a man?
How many seas must a white dove sail,
Before she sleeps in the sand?
Yes and how many times must cannonballs fly,
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind
Yes and how many years can a mountain exist,
Before it's washed to the seas
Yes and how many years can some people exist,
Before they're allowed to be free?
Yes and how many times can a man turn his head,
Pretend that he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind.
Yes and how many times must a man look up,
Before he can see the sky?
Yes and how many ears must one man have,
Before he can hear people cry?
Yes and how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind
domingo, 20 de junho de 2010
Balada do louco
Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Sim sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz
E não é feliz, eu sou feliz
sábado, 29 de maio de 2010
Carta de Olívia a Eugênio - trecho de Olhai os lírios do campo, de Érico Veríssimo.
Há pouco sentia dores horríveis, mas agora estou sob ação da morfina e é por isto que encontro alguma tranqüilidade para conversar contigo. Mas estarei mesmo tranqüila? Acho que sim. Decerto é a esperança de que tudo corra bem e que daqui a quinze dias eu esteja de novo no meu quarto, com a nossa filha, e meio rindo e meio chorando venha reler e rasgar esta carta, que então me parecerá muito tola e ao mesmo tempo muito estranha.
Quero falar de ti. Lembra-te daquela tarde em que nos encontramos nas escadas da faculdade? Mal no conhecíamos, tu me cumprimentaste com timidez, eu te sorri um pouco desajeitada e cada qual continuou o seu caminho. Tu naturalmente me esqueceste no instante seguinte, mas eu continuei pensando em ti e não sei por que fiquei com a certeza de que ainda haverias de ter uma grande, uma imensa importância na minha vida. São pressentimentos misteriosos que ninguém sabe explicar.
Hoje tens tudo quanto sonhava: posição social, dinheiro, conforto, mas no fundo te sentes ainda bem como aquele Eugênio indeciso e infeliz, meio desarvorado e amargo que subia as escadas do edifício da faculdade, envergonhado de sua roupa surrada. Continuou em ti a sensação de inferioridade (perdoa que te fale assim), o vazio interior, a falta de objetivos maiores. Começas agora a pensar no passado com uma pontinha de saudade, com um pouquinho de remorso. Tens tido crises de consciência, não é mesmo? Pois ainda passarás horas mais amargas e eu chego até a amar o teu sofrimento, porque dele, estou certa, há de nascer o novo Eugênio.
Uma noite me disseste que Deus não existia porque em mais de vinte anos de vida não O pudeste encontrar. Pois até nisso se manifesta a magia de Deus. Um ser que existe mas é invisível para uns, mal e mal perceptível para outros e duma nitidez maravilhosa para os que nasceram simples ou adquiriram simplicidade por meio do sofrimento ou duma funda compreensão da vida. Dia virá em que em alguma volta de teu caminho há de encontrar Deus. Um amigo meu, que se dizia ateu, nas noites de tormenta desafiava Deus, gritava para as nuvens, provocando o raio. Deus é tão poderoso que está presente até nos pensamentos dos que dizem não acreditar na sua existência. Nunca encontrei um ateu sereno. Eles se preocupam tanto com Deus como o melhor dos deístas.
O argumento mais fraco que tenho contra o ateísmo é que ele é absolutamente inútil e estéril; não constrói nada, não explica nada, não leva a coisa nenhuma.
Se soubesses como tenho confiança em ti, como tenho certeza na tua vitória final...
Deixo-te Anamaria e fico tranqüila. Já estou vendo vocês dois juntos e muito amigos na nova vida, caminhando de mãos dadas. Pensa apenas nisto: há nela muito de mim e principalmente muito de ti. Anamaria parece trazer escrito no rosto o nome do pai. É uma marca de Deus, Genoca, compreende bem isto. Vais contunuar nela: é como se te fosse dado modelar, com o barro de que foste feito, um novo Eugênio.
Quando eu estava ainda em Nova Itália. Li muitas vezes o teu nome ligado ao do teu sogro em grandes negócios, sindicatos, monopólios e não sei mais quê. Estive pensando muito na fúria cega com que os homens se atiram à caça do dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompreensão da nossa época. Eles esquecem o que têm de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura. De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles?
Quero que abra os olhos, Eugênio, que acorde enquanto é tempo. Peço-te que pegues a minha Bíblia que está na estante de livros, perto do rádio, leias apenas o Sermão da Montanha. Não te será difícil achar, pois a página está marcada com uma tira de papel. Os homens deviam ler e meditar esse trecho, principalmente no ponto em que Jesus nos fala dos lírios do campo que não trabalham nem fiam, e no entanto nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles.
Está claro que não devemos tomar as parábolas de Cristo ao pé da letra e ficar deitados à espera de que tudo nos caia do céu. É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. E, quando o amor ao dinheiro, ao sucesso nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.
Não penses que estou fazendo o elogio do puro espírito contemplativo e da renúncia, ou que ache que o povo devia viver narcotizado pela esperança da felicidade na “outra vida”. Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis. Temos de fazer-lhes frente. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência e sim com as do amor e da persuasão. Considera a vida de Jesus. Ele foi antes de tudo um homem de ação e não um puro contemplativo.
Quando falo em conquista, quero dizer a conquista duma situação decente para todas as criaturas humanas, a conquista da paz digna, através do espírito de cooperação.
E quando falo em aceitar a vida não me refiro à aceitação resignada e passiva de todas as desigualdades, malvadezas, absurdos e misérias do mundo. Refiro-me, sim, à aceitação da luta necessária, do sofrimento que essa luta nos trará, das horas amargas a que ela forçosamente nos há de levar.
Precisamos, portanto, de criaturas de boa vontade. E de homens fortes como esse teu amigo Filipe Lobo, que seria um campeão de nossa causa se orientasse a sua ambição, o seu ímpeto construtor e a sua coragem num sentido social e não apenas egoisticamente pessoal.
Não sei, querido, mas acho que estou febril. Este entusiasmo, portanto, vai por conta da febre.
Ouço agora um ruído. Deve ser a ambulância que vem me buscar. Senti um calafrio e parece que minha coragem teve um pequeno desfalecimento. Estás vendo o tremor de minha letra? É que sou humana, Genoca, profundamente humana, tão humana que te confesso corando um pouco (apesar dos trinta anos e da profissão) que antes de ir para o hospital eu quisera beijar-te muito e muito.
Anamaria fica com D. Frida. Sei que depois, se eu morrer, virás buscá-la para a nova vida.
Reli o que acabo de escrever. Estou fazendo um esforço danado para não chorar. Tolice! Espero que tudo corra bem e que dentro de duas semanas eu esteja queimando esta carta que já agora me parece um pouco melodramática.
Antes que me esqueça: na gaveta da cômoda há um maço de cartas que te escrevi de Nova Itália expressamente para “não te mandar”. Agora pode lê-las todas. Não encontrarás nada do meu passado, do qual nunca te falei e sobre o qual tiveste a delicadeza de não fazer perguntas. É pena. Gostaria que soubesses tudo, que visses como minha vida já foi feia e escura e como lutei e sofri para encontrar a tranqüilidade, a paz de Deus.
Adeus. Sempre aborreci as cartas de romance que terminam de modo patético. Mas permite que eu escreva.
Tua para a eternidade.
Olívia"
domingo, 16 de maio de 2010
Olhai os lírios do campo - Érico Veríssimo
"Se Deus exisita, tinha esquecido o mundo, como um autor que esquece voluntariamente o livro de que se envergonha. Não, mas Deus não existia. Ele 'queria não acreditar' em Deus. Além do mais, achava uma certa beleza no ateísmo." p.54
"Só foge da solidão quem tem meedo dos próprios pensamentos, das próprias lembranças." p.100
*** ao longo da (re) leitura, posto mais trechos do livro da minha vida.
sábado, 15 de maio de 2010
não sei
Eu não sei se eu tô certo ou se eu tô errado
Mas faço tudo o que eu digo e digo tudo que eu faço
Neste mundo eu sou eu você é você
Faça tudo o que quiser porque eu também vou fazer
(...)
Mandei tudo pro espaço
Agora eu só quero paz
Cansei dessa gente desse papo furado
Eu viajei por todo o mundo pra ficar descansado
Mas nada feito, o meu problema foi sempre você
Diga tudo o que quiser, pois eu preciso saber
TNT
terça-feira, 4 de maio de 2010
das pessoas
uns aos outros.
no amor
na amizade
na confiança
num simples gesto.
por isso que muita gente não compreende
minha vontade de ser sozinha
e ser muito feliz.
suficientemente feliz...
de humana já basta eu.
e tudo que isso significa.
e tudo que com isso carrego, hoje e sempre.
eu me basto em meus limites.
e me basto em minhas decepções comigo mesma,
e não são poucas.
e sigo assim, resgatando minhas idéias que talvez tenha julgado erradas...
porém a vida, mais uma vez, me provou que seguir só é um destino feliz.
e sem opções.
Deise
domingo, 2 de maio de 2010
desabafo
Não sabem quem foi Lara, Portaluppi ou Arce. Jardel, Rivarola ou Baltazar.
Esse oportunismo me causa momentos de fúria, porque é um "amor" momentâneo e cínico.
Pronto, falei.
Odeio torcedor modinha.
Deise


